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Universidade Federal do Oeste do Pará

Ultima atualização em 6 de Junho de 2025 às 15:20

Laboratório de Farmacologia do Instituto de Saúde Coletiva terá Sala de Cultura de Células


Esse espaço amplia possibilidades de investigação celular anti-inflamatória e anticâncer.

O Laboratório de Farmacologia do Instituto de Saúde Coletiva (Isco) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) desenvolve estudos a partir de substâncias que podem tornar-se medicamentos para fins terapêuticos e profiláticos. Com a Sala de Cultura de Células, que será inaugurada nesta sexta-feira, 6 de junho, em Santarém (PA), será possível desenvolver investigação celular de plantas medicinais para atividades anti-inflamatórias e anticâncer.

O Laboratório de Farmacologia desenvolve estudos de bioprospecção (definida como a busca sistemática por organismos, genes, enzimas, compostos, processos e partes provenientes de seres vivos em geral), a partir de biomoléculas ativas candidatas ao desenvolvimento de novos fármacos. A cultura celular compreende um conjunto de técnicas nas quais se pode isolar, cultivar e manipular células de diferentes tecidos em um ambiente controlado e artificial, chamado in vitro.

O novo espaço é coordenado pelo professor Waldiney Pires, que desenvolveu um projeto de pesquisa a partir do qual foi idealizada a Sala de Cultura de Células. Segundo ele, este é “um importante avanço para o desenvolvimento científico e tecnológico na região amazônica. Representa um marco para as pesquisas nas áreas de farmacologia, biotecnologia e ciências da saúde, ampliando as possibilidades de investigação celular como atividade anticâncer e ensaios pré-clínicos de segurança e eficácia com maior precisão e sem uso de animais de experimentação”.

O projeto conta com a parceria de três programas de pós-graduação da Ufopa: o Programa de Pós-Graduação em Biociências, o de Pós-Graduação em Ciências da Saúde e o de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia. Teve o apoio financeiro do Programa Nacional de Pós-Doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que financia duas bolsas de pós-doutorado e concedeu um apoio financeiro de 20 mil reais para aquisição dos insumos necessários ao cultivo das células.

Com a sala de cultura de células será possível desenvolver na Ufopa diferentes projetos de mestrado e doutorado, realizando estudos in vitro a partir de diversos modelos de investigação em células, atividades que, antes, os pesquisadores só conseguiam realizar em outras universidades parceiras.

Professor Waldiney Pires informou que também fazem parte do projeto a professora Elaine Cristina Pacheco de Oliveira e o professor Gustavo da Silva Claudiano, ambos do Instituto de Biodiversidade e Florestas (Ibef). “Estamos felizes com esta conquista, que reforça o compromisso da Ufopa com a produção de conhecimento, o fortalecimento da pesquisa científica regional e a formação de novos profissionais com excelência acadêmica e científica”, disse Pires.

Desde a quarta-feira, 4, ocorre uma capacitação em técnicas de cultura de células para os pesquisadores que trabalharão no novo espaço.

 

Capacitação dos pesquisadores que irão trabalhar no novo espaço. Foto: Acervo do Isco.

 

A inauguração da Sala de Cultura de Células ocorrerá às 17h desta sexta-feira, 6 de junho, no Laboratório de Farmacologia do Isco, que fica na sala 303 do Núcleo Tecnológico de Bioativos, na Unidade Tapajós da Ufopa, situado à rua Raimundo Fona, próximo ao Restaurante Universitário.

Sobre a cultura de células

As técnicas de cultura celular são ferramentas essenciais para geração de conhecimento na área da genética, especialmente na patogenia, imunologia, farmacologia, bioquímica e nos estudos do metabolismo celular. Também são importantes na produção de vacinas, anticorpos, enzimas, hormônios e vários produtos biotecnológicos, além de gerar informações científicas e médicas. Na sala de cultura, as células crescem em um ambiente artificial que contém os nutrientes essenciais (aminoácidos, carboidratos, vitaminas, minerais) para seu desenvolvimento, assim como fatores de crescimento, hormônios, gases (CO2 e O2), e sob condições físico-químicas reguladas como pH, pressão osmótica e temperatura. Nessas células é possível investigar atividades farmacológicas de diferentes tipos de produtos naturais, em especial das plantas medicinais da Amazônia, como por exemplo as atividades anticâncer e anti-inflamatória.

Ascom/Ufopa
06/06/2025

Pesquisadores participam da capacitação em técnicas de cultura de células. Foto: Acervo do Isco.

Esse espaço amplia possibilidades de investigação celular anti-inflamatória e anticâncer.

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