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Universidade Federal do Oeste do Pará

Ultima atualização em 11 de Abril de 2026 às 21:46

Professores da Ufopa fazem visita técnica ao centro Biosphere 2 nos EUA


Eles vivenciaram rotina científica e impacto do intercâmbio para a formação e pesquisa.

Professores da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) fizeram uma visita técnica ao Biosphere 2, um dos mais renomados centros de pesquisa em sistemas ecológicos integrados, localizado no Arizona (EUA). A atividade integrou o estágio pós-doutoral do professor Dr. Raphael Pablo Tapajós (2024-2025) e o processo de capacitação do professor Dr. Wilderclay Barreto Machado, ambos ligados ao curso de Ciências Atmosféricas do Instituto de Engenharia e Geociências (IEG) da Ufopa. Eles conheceram instalações e projetos científicos do laboratório. “Acreditamos que essa experiência representa um exemplo interessante da presença internacional e da integração científica da Ufopa”, afirmou Machado.

Acompanhados pelo professor Joost Van Haren, da Universidade do Arizona, os docentes conheceram a história e o funcionamento da Biosphere 2, desde sua criação até os estudos atuais em mudanças climáticas, ecossistemas tropicais e manejo de recursos hídricos. O local abriga biomas experimentais como floresta tropical, deserto, savana e um pequeno oceano, usados em pesquisas sobre clima, ecologia, ciclo da água e sustentabilidade.

Para Machado, acompanhar de perto a rotina do centro representou “uma experiência de alta qualificação”. Ele destacou os potenciais benefícios para o curso de Ciências Atmosféricas da Ufopa, como por exemplo, “trazer ideias para novas disciplinas, práticas de laboratório e atividades de campo inspiradas em experimentos de grande escala da Biosphere 2”, além de “ampliar a capacidade do curso de formar estudantes em temas atuais como mudanças climáticas, sustentabilidade e monitoramento de ecossistemas”, e ainda “fortalecer o potencial de futuras parcerias acadêmicas” com a Universidade do Arizona.

Durante o estágio pós-doutoral, o professor Raphael Tapajós atuou no laboratório coordenado pelo Dr. Scott Saleska, do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva. Ele foi responsável pela instalação e montagem de sensores em uma torre micrometeorológica no sul da Floresta Nacional do Tapajós (Cupari/Aveiro) com instrumentos de respostas rápidas e analisadores infravermelhos de gases, bem como pela instalação e manutenção do sistema de energia solar para assegurar a qualidade das medições de gases de efeito estufa, especialmente metano, em florestas alagadas amazônicas. Os primeiros resultados das medidas de metano foram apresentados esta semana na Conferência da União Geofísica Americana (AGU), em Nova Orleans, nos Estados Unidos da América (EUA).

A cooperação entre Ufopa e Universidade do Arizona ocorreu por acordo institucional, oferecendo acesso a tecnologias avançadas e metodologias inovadoras e fortalecendo a rede internacional de colaboração científica por meio do projeto técnico “Árvores como condutos para conectar processos microbianos subterrâneos às emissões de metano acima do solo na interface terrestre-aquática”. O projeto envolve vários professores da Ufopa de diferentes institutos, entre eles IEG, Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas (ICTA) e Instituto de Formação Interdisciplinar e Intercultural (IFII).

De acordo com os professores, o intercâmbio possibilitará a participação de estudantes em pesquisas de ponta sobre mudanças climáticas e ecossistemas tropicais, além do desenvolvimento de habilidades em instrumentação ambiental.

Ao avaliar a experiência conjunta, Wilderclay Machado reforçou que “esse estágio conjunto exemplifica a importância dos intercâmbios acadêmicos internacionais na formação avançada de pesquisadores brasileiros, contribuindo tanto para a excelência científica quanto para o fortalecimento institucional por meio de parcerias tecnológicas e acadêmicas globais”.

Lenne Santos Ascom/Ufopa
17/12/2025

Wilderclay Machado (à direita, blusa preta) e Raphael Pablo (à esquerda, blusa vermelha) na Universidade do Arizona. Foto: Arquivo pessoal.

Eles vivenciaram rotina científica e impacto do intercâmbio para a formação e pesquisa.

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