Ultima atualização em 17 de Dezembro de 2025 às 15:07
Atividade prioriza estudantes de comunidades tradicionais
O projeto AfirmaSUS da Ufopa: Tecnologias comunicacionais e informacionais para a promoção da interculturalidade no e para o SUS realiza no dia 18 de dezembro, próxima quinta-feira, uma ação de saúde em alusão ao Dezembro Vermelho. As atividades ocorrerão das 13h às 15h, no Bloco de Salas Especiais, prédio laranja na Unidade Tapajós.
O Dezembro Vermelho é uma campanha nacional, promovida pelo Ministério da Saúde, que visa à mobilização na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis). Chama atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV (Ministério da Saúde).
Na ação do dia 18, os monitores do AfirmaSUS da Ufopa, em parceria com a Casa de Saúde Indígena de Santarém, realizarão ações de educação em saúde, apresentação dos novos preservativos do Ministério da Saúde e teste rápido de HIV e sífilis.
Nas palestras, haverá espaço para tirar dúvidas dos estudantes, com enfoque nos estudantes de comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas. A ação terá material bilíngue para outras línguas indígenas.
Sobre o projeto
O projeto da Ufopa “Tecnologias comunicacionais e informacionais para a promoção da interculturalidade no e para o SUS” foi uma das 124 iniciativas selecionadas no Programa Nacional de Apoio à Permanência, Diversidade e Visibilidade para Discentes na Área da Saúde – AfirmaSUS pelo Chamamento Público nº 13/2025 – SGTES/MS. É ligado aos cursos do Instituto de Saúde Coletiva (Isco) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).
O eixo central é a educação em saúde como ferramenta para a efetivação da equidade. O projeto propõe ações voltadas aos profissionais da área da saúde e usuários do SUS, com o objetivo de sensibilizar e desenvolver estratégias de enfrentamento dos desafios na saúde, no Oeste do Pará.
Abordagem e impacto
A proposta se baseia em ferramentas dialógicas e princípios da educação popular em saúde, promovendo a criação de instrumentos de comunicação culturalmente adequados. A metodologia prevê a articulação dos serviços de saúde com as comunidades, permitindo identificar e enfrentar as desigualdades e seus agravos.
O projeto busca ainda o desenvolvimento de tecnologias comunicacionais e metodologias de promoção da saúde sensíveis às especificidades culturais, gerando impacto direto na qualidade do cuidado e na inclusão de populações historicamente vulnerabilizadas.
“Reconhecida nacionalmente por suas políticas de ações afirmativas e inclusão de estudantes indígenas, quilombolas e ribeirinhos, a Ufopa reafirma, por meio desta iniciativa, seu compromisso com a diversidade étnico-cultural e com o fortalecimento da saúde pública na Amazônia”, disse o professor Rui Harayama, coordenador do projeto.
Ascom/Ufopa
16/12/2025