Ensino e Educação

Alunos do curso de Engenharia de Pesca do ICTA retornam às aulas presenciais

por Assessoria de Comunicação  |  em 18 de outubro de 2021

Alunos do curso de Engenharia de Pesca do ICTA retornam às aulas presenciais

Barracão aberto às margens do rio Tapajós garantiu segurança aos alunos

Uma decisão conjunta entre professor e alunos possibilitou uma aula presencial do curso de Engenharia de Pesca do Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas (ICTA) no barracão conhecido como Madeirão, localizado às margens do rio Tapajós, na unidade que leva o nome do rio mais famoso da cidade de Santarém. A aula ocorreu nesta quinta-feira, 14 de outubro.

“Nós tivemos um primeiro encontro on-line onde discutimos como iria levar a disciplina. Eu apresentei o plano de ensino, eles providenciaram o material e então eu dei a eles a opção [do encontro presencial], e aí todos toparam e nós tivemos a primeira aula”, afirmou Diego Zacardi, responsável pela disciplina “Confecção de Apetrechos de Pesca”. De acordo com o professor, essa disciplina se propõe a conduzir os alunos na “confecção e reparo dos aparelhos de capturas (redes e auxiliares para águas interiores), além de ensinar a arte de marinharia utilizada na construção dos apetrechos de pesca”.

Ao todo são 16 alunos matriculados, 13 dos quais compareceram para a primeira aula presencial desde o início da pandemia de Covid-19. Um deles é Clemerson Lira Lopes, 22 anos, que está no 5º semestre do curso de Engenharia de Pesca. Ele afirmou que entrou para o curso “por curiosidade” e agora “já gosta”. Assume que, no início, teve um pouco de dificuldade com a disciplina, mas reconhece a importância desse conteúdo. “Me enrolei bastante, tive de reiniciar várias vezes, achava que já estava indo, mas tinha que refazer tudo de novo. Porém, a disciplina é muito importante porque a gente, como futuro engenheiro de pesca, precisa ter o conhecimento básico da área. O que adianta a gente ir lá orientar pescadores sobre educação ambiental, falar das leis relacionadas à pesca e não saber o básico, como tecer uma malhadeira e fazer uma tarrafa?”.

Ele fala ainda sobre a experiência de retorno às aulas presenciais. “Foi a primeira aula pós-pandemia que teve presencialmente, a gente pode rever os colegas, e ela foi mais prazerosa. Mesmo seguindo os protocolos, foi uma aula muito prazerosa, afastada da sala, num espaço livre, num ambiente em que a gente se sentiu seguro e pôde socializar com os colegas, rever, então foi mesmo uma aula muito prazerosa”, concluiu.

Zacardi explicou que esta “é uma disciplina 100% presencial, então optamos por fazer alguns encontros para ensinamento prático das laçadas e nós, testar as habilidades e, na sequência, eles produzirão as malhadeiras e tarrafas em casa”, afirmou o professor. Os alunos terão um encontro ao final do semestre. “Esse encontro será para entralharmos, ou seja, colocar as boias e as chumbadas nas redes, no material confeccionado por eles”, concluiu o professor. Os alunos que não compareceram vão poder assistir aos videos gravados com o conteúdo disponível na plataforma da disciplina.

Lenne Santos — Comunicação/Ufopa

18/10/2021

por Assessoria de Comunicação

Publicada em 18.10.2021 às 14:16
Última atualização em 18.10.2021 às 14:16

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